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Archive for Setembro, 2009

A diabetes melitus é uma situação patológica em que não existem quantidades suficientes de insulina ou então o organismo não é capaz de utilizar a insulina produzida pelo pâncreas.

A insulina é a hormona responsável pela entrada de glicose para o interior das células permitindo que esta seja metabolizada com consequente produção de energia.

Além do metabolismo glicídico, a insulina vai também desempenhar funções importantes no metabolismo lipídico e proteico.

A ausência da acção da insulina vai ter várias implicações metabólicas, nomeadamente o aumento da concentração da glicose no sangue (hiperglicémia).

A diabetes que ocorre na gravidez pode ser pré-existente (diabetes tipo 1 ou 2), ou pode ser diagnosticada pela primeira vez na gravidez, denominando-se Diabetes Gestacional.

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A diabetes gestacional tende a surgir depois das 20 – 24 semanas de gestação, altura em que as hormonas da gravidez aumentam a resistência à acção da insulina.

À medida que a placenta cresce, aumentam as concentrações destas hormonas e consequentemente a resistência à acção da insulina. Quando o pâncreas não consegue com sua produção adicional suplantar esta resistência surge a Diabetes Gestacional.

As mulheres com diabetes gestacional podem vir a necessitar ou não de insulina durante a gravidez estando este facto dependente do seu perfil metabólico. Actualmente com o apoio de uma equipa multidisciplinar (obstetra, endocrinologista, enfermeiros, nutricionista e assistente social) o sucesso de uma gravidez com diabetes é praticamente o mesmo de uma gravidez sem diabetes.

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Como se realiza o seu diagnóstico?

Todas as grávidas, entre a 24ª e a 28ª semana, devem fazer o rastreio para a diabetes gestacional, pois esta é mais típica nos últimos trimestres da gravidez.

O teste de rastreio consiste na ingestão de um soluto de 50 gramas de glicose em 200 ml de água, a qualquer hora do dia. Uma hora depois, colhe-se sangue venoso para determinação da glicemia plasmática. Se o valor for = 140 mg/dl (7,8 mmol/l) o rastreio é positivo sendo necessário submeter a grávida a uma prova diagnóstica confirmatória ou não, denominada PTGO (prova de tolerância à glicose oral).

As grávidas que apresentem um valor de glicemia plasmática, em jejum, = 126 mg/dl não necessitam de efectuar o teste de rastreio, sendo logo consideradas diabéticas.

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Quais os Factores de Risco que favorecem o desenvolvimento de Diabetes Gestacional?

Apesar de qualquer mulher poder vir a desenvolver diabetes gestacional existem alguns factores que aumentam o risco de tal poder vir a acontecer, nomeadamente:

– história familiar (1º grau) de diabetes;

– idade = 35 anos;

– obesidade (índice de massa corporal = 30);

– multiparidade = 4 partos, 2 ou mais abortos espontâneos, nados mortos ou morte perinatal sem causa definida;

– macrossomia fetal (= 4000 g) e diabetes gestacional na gravidez anterior.

Sempre que a grávida apresente qualquer um desses factores de risco o teste de rastreio deverá ser efectuado mais precocemente, isto é no 1º trimestre.

Artigo de Margarida Pereira e Rosa Silvestre

Continua …

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