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Archive for Maio, 2009

https://i0.wp.com/www.senado.gov.br/sf/senado/spol/img/desaparecidos.gif

O Dia Internacional das Crianças Desaparecidas teve origem no facto de, no dia 25 de Maio de 1979, uma criança de 6 anos, Etan Patz, ter sido raptada em Nova York e desaparecido. Nos anos que se seguiram, várias organizações começaram a assinalar esta data mas foi só em 1983 que o Presidente dos EUA declarou o 25 de Maio como o dia dedicado às Crianças Desaparecidas.

http://diario.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/5824111/235

Três anos mais tarde, em 1986, esta data conheceu a dimensão internacional.

Na Europa, foi em 2002 que este dia foi assinalado pela Child Focus, ONG parceira Belga, como uma experiência piloto, sob o patronato da Rainha Belga. Em 2003, as iniciativas fizeram-se sentir na França, Holanda, Reino Unido (onde se dedica todo o mês à problemática dos desaparecidos), República Checa, Polónia, Alemanha e Bélgica.

A partir de hoje,  no Dia Internacional das Crianças Desaparecidas, entra em funcionamento um número telefónico único europeu para estes casos: 116000

Com este número, os pais podem enunciar o desaparecimento de um filho, e essencialmente a própria criança pode utilizá-lo para pedir apoio se for caso disso.
O Instituto de Apoio à Criança (IAC) luta há anos por este dia, que fará a diferença na luta contra o pior de todos os pesadelos de uma família.

Segundo o IAC “Todos os dias centenas de crianças desaparecem na Europa e em todo o mundo. Algumas nunca são encontradas, mas felizmente a grande maioria das crianças acabam por ser localizadas dentro das primeiras 24 horas do seu desaparecimento, graças ao árduo trabalho de vários profissionais”.

Este número de telefone é lançado, em simultâneo em todo o espaço europeu. Portugal está entre os dez estados-membros da UE que se associaram a esta decisão, sendo os outros a Bélgica, a Eslováquia, a França, a Grécia, a Holanda, a Hungria, a Itália, a Polónia, e a Roménia.

criancas

26 crianças e jovens sem rasto

por LICÍNIO LIMA

“Em Portugal desaparecem, em média, dois menores por dia. Hoje lança-se o novo número de telefone de alerta: 116 000.

Em Portugal desaparecem todos os dias, em média, pelo menos duas crianças ou jovens até aos 18 anos. A maioria é recuperada. Mas sem paradeiro certo encontram-se ainda 26, que a Polícia Judiciária (PJ) acredita encontrar a qualquer momento.

Em 2008, desapareceram 148 crianças, dos zero aos 12 anos. Destas, encontram-se duas ainda sem paradeiro certo. Dos 13 aos 18 anos, foram 526, estando também dois adolescentes por recuperar. Este ano, até Abril, só na região de Lisboa, desapareceram 24, dos zero aos 12 anos, todos já recuperados. Na mesma região e no mesmo período, registaram-se 304 casos, dos 13 aos 18 anos, estando 22 ainda desaparecidos. Neste momento, as autoridades procuram o paradeiro de, pelo menos, 26 crianças e jovens, mantendo em memória os enigmáticos casos Maddie, a criança inglesa desaparecida em 2007, e Rui Pedro, em 1998.

Este dois casos estremeceram o país, mas são raros. A maior parte dos desaparecimentos ocorre em instituições de acolhimento, em que 80% são reincidentes”.

Blogagem Colectiva em Defesa da Infância
2ª Blogagem Colectiva em Defesa da Infância

Equipa do Enferm@gem Pedi@tric@

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Dias 18 e 25 de maio:

Segunda Blogagem Colectiva “Em Defesa Da Infância” 2009

O Blog Diga Não À Erotização Infantil convida todos os blogues e sites amigos da criança a participarem da segunda blogagem colectiva “Em Defesa da Infância”, dias 18 e 25 de maio de 2009.

Dias 18 e 25 de maio - Blogagem Coletiva Em Defesa Da Infância

Dia 18 de maio é o Dia Nacional (Brasil) de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A idéia surgiu em 1998 quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país.

Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.
Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Raptada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, violada e assasinada por membros de uma tradicional família capixaba.

Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória.

Poucos, infelizmente, foram capazes de denunciar o acontecido.

https://i0.wp.com/4.bp.blogspot.com/_vIZMJ9tIFZ4/R2G_YTPb3_I/AAAAAAAABE8/Mu6y2wKfzvQ/s320/crian%C3%A7a+que+chora.bmp

Dicas a pais e professores para o uso seguro da Internet:

  • Coloque o computador que deve estar ligado à Internet numa área de uso comum.

  • Esteja por perto e participe: peça às crianças para mostrarem-lhe como o computador funciona e como é utilizado na escola; participe em sessões de chat, Messenger e ICQ.

  • Estabeleça um acordo com as crianças acerca dos conteúdos e informações que não poderão ser procuradas – sexo, racismo, violência, palavrões, pornografia.

  • Defina um tempo máximo de acesso à Internet. Diga às crianças que escrevam e leiam os seus e-mails off-line. Desconfie se a criança passar mais de duas horas diante do computador.

  • Discuta a respeito do download de arquivos – esteja ciente que é possível receber arquivos infectados por vírus de computador. É recomendável não fazer download de arquivos de uma fonte desconhecida.

  • Encoraje as crianças a relatarem sobre textos, imagens ou mensagens perturbadoras às quais elas tiveram acesso usando a Internet ou que foram recebidas por e-mail. Defina as consequências detalhadas caso a criança visite deliberadamente sites inadequados, mas nunca as puna por acessos acidentais. Abertura e diálogo funcionam melhor do que censura e silêncio.

  • Explique às crianças que senhas, endereços, números de cartões de crédito, números de documentos, números de telefones e e-mails são informações pessoais e nunca devem ser dados a ninguém via Internet.

  • Ensine também às crianças a evitarem o envio público, especialmente em salas de Chat e serviços de mensagens instantâneas, de qualquer informação de carácter pessoal que sirva para identificá-las e expor os seus hábitos de vida (escola onde estuda, local de trabalho dos pais, rotina diária, etc.) Estas informações podem ser perigosas na mão de pessoas mal intencionadas.

  • Explique às crianças que nem todos na Internet são quem dizem ser. A criança nunca deve marcar um encontro com alguém da Internet sem antes obter a autorização dos pais. Predadores de crianças tentam fazer com que suas vítimas pensem que eles são amigos confiáveis e, muitas vezes, se fazem passar por crianças.

  • Mesmo com a autorização dos pais, se a criança for se encontrar com alguém que conheceu na Internet, deve marcar o encontro para um local público e ir acompanhada de um adulto responsável.

  • Conheça os amigos virtuais das crianças. É possível estabelecer relações benéficas na Internet, mas é preciso lembrar que existem muitas pessoas com más intenções.

  • Contacte o seu provedor de Internet e descubra outras medidas de segurança disponíveis e como usá-las num computador doméstico ou nos computadores da escola.

  • Se necessário, opte por programas que filtram e bloqueiam sites. Encontre um que se ajuste às regras estabelecidas. Uma indicação é o NetFilter Família.

  • Denuncie. Sempre que desconfiar de pedofilia on-line ou pornografia infantil, lembre-se que é crime.
  • In Luz de Luma

    Abuso sexual infantil

    Define-se geralmente abuso sexual infantil como qualquer comportamento sexual inadequado com uma criança por parte de um adulto ou outra criança mais velha (jovem), no sentido de obrigar ou persuadir a mesma a realizá-lo, violando os princípios sociais atribuídos essencialmente aos papéis familiares.
    Pode manifestar-se por penetração anal ou vaginal, contacto oral-genital, roçar os genitais (adulto) com a criança, quaisquer toques nos genitais da criança ou induzir na criança o toque de genitais de outrém.
    Seja qual for o número de abusos sexuais em crianças que se observa nas estatísticas, e que não são poucos (o abuso sexual de crianças é três vezes mais comum do que os maus tratos físicos, sendo que 85% dos violadores são membros da família ou amigos da criança, revela a Associação de Mulheres contra a Violência) devemos ter em conta que, de facto, esse número pode ser bem maior.
    A maioria dos casos de abuso sexual não é imediatamente detectada, tendo em vista que as crianças têm medo de dizer a alguém o que se passou com elas, por vergonha ou porque têm medo de sofrer futuras represálias por parte da entidade violadora.
    Os danos – emocional e psicológico – a longo prazo, ocasionados por essas experiências podem ser devastadores, senão vejamos o alerta deste pequeno vídeo, cuja mensagem permite interpretar que nem a doença de Alzheimer conseguiu apagar essas lembranças traumáticas:

    http://www.ad-awards.com/commercials/directory/categories/non-profit/alzheimers/commercials-6-218.html

    ver mais …

    Equipa do Enferm@gem Pedi@tric@

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    Reflectindo …

    Ontem foi o

    Dia Internacional da Família

    Que tempo dedicam os pais aos filhos? Há duas respostas.

    A que é dada nas aldeias do interior. E a da grande cidade.

    http://petragaleria.files.wordpress.com/2007/11/2007_familia_family.jpg

    “(…) O tamanho médio das famílias tem vindo a diminuir em todo o mundo, os jovens casam-se cada vez mais tarde, aumentou a idade média das mulheres ao nascimento do primeiro filho, a taxa de mortalidade infantil diminuiu e os casais têm cada vez menos filhos.

    A grande família tradicional tem sido substituída pela família nuclear, apesar dos avós viverem mais anos e várias gerações de uma família conviverem lado a lado. Por outro lado, são cada vez mais comuns diferentes formas de união, tais como a união de facto ou os casamentos de trabalhadores migrantes que vivem em cidades ou países diferentes daqueles onde residem os seus cônjuges.

    Aumentou o número de divórcios, um fenómeno que foi acompanhado do casamento em segundas núpcias, e são cada vez mais as crianças que vivem em famílias em que há um padrasto ou uma madrasta.

    Surgiu também um considerável número de famílias monoparentais, bem como de agregados familiares constituídos por apenas um elemento e são cada vez mais as pessoas de idade que vivem sozinhas.

    Além disso, a pandemia do HIV/AIDS (VIH/SIDA) tem enfraquecido a estrutura das famílias privando, frequentemente, os filhos dos pais e deixando-os ao cuidado dos avós.

    Muitas destas transformações põem em causa a estrutura da sociedade tal como a conhecemos. Exigem que trabalhemos em conjunto para adaptar e definir as políticas de modo que tenham em consideração as necessidades das famílias, e garantam que serviços básicos como a educação e a saúde sejam prestados a todos os cidadãos, especialmente às crianças, independentemente da sua situação familiar.

    Algumas das mudanças registadas na estrutura familiar geraram, igualmente, novas oportunidades, nomeadamente novas e mais amplas opções para as raparigas e as mulheres. Impulsionaram também os governos a desenvolver novas políticas, em colaboração com a sociedade civil. E, ao mesmo tempo que os países trabalham para integrar uma perspectiva familiar, no processo nacional de formulação de políticas, o sistema da ONU esforça-se por reflectir esta perspectiva no processo intergovernamental mundial.

    Nesta época de mudança, devemos criar um ambiente que apoie as famílias, reforçando, ao mesmo tempo, as oportunidades de realização que uma vida familiar positiva proporciona.

    Neste Dia Internacional da Família, dediquemo-nos uma vez mais a esta missão”.

    parte da MENSAGEM DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU
    KOFI ANNAN, no Dia Internacional da Família em 2006

    http://www.portaldafamilia.org.br/scpainel/cart023.shtml

    A Equipa do Enferm@gem Pedi@tric@

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    https://i1.wp.com/www.institutoavicena.com.br/escola/enfermagem/images/enfermeiras.jpg

    Hoje, no dia 12 de maio, comemora-se mundialmente o Dia do(a) Enfermeiro(a), em referência à data de nascimento de uma enfermeira que se distinguiu no tratamento a feridos de guerra – Florence Nightingale.

    2013 old hosp Graduating class 1933 has Sr Theresa on

    Neste dia devem-se recordar outros contributos pioneiros para o desenvolvimento, a profissionalização e o humanismo na enfermagem, que têm sido “ignorados” pela história  como é o caso, por exemplo, de  Ethel Bedford Fenwick (1857-1947), Anna-Emilie Hamilton (França), Mary Adelaide Nutting , Lavinia L. Dock (América do Norte), Anna Néri (Brasil), Edith Louisa Cavell e Andrée De Jongh (Bélgica), entre outras.

    Foram elas, entre outras, as inspiradoras dos movimentos associativos e humanistas mais fortes, que talharam os caminhos do reconhecimento e da ascensão profissional.

    A história mais surpreendente é a de Andrée de Jongh , nascida na Bélgica (30 de Novenbro de 1916). Esta enfermeira (conhecida por Dedée) foi integrada na resistência belga e fundou, organizou e dirigiu a Rede Cometa que, desde Junho de 1940 a 1944, tratava da fuga dos soldados aliados durante a 2º Guerra Mundial.

    FOTO 03

    Filha de um resistente, professor (Frédéric de Jonghe) e  de uma enfermeira, posteriormente condenada à morte por um tribunal alemão (Edith Cavell) por  ajudar na fuga de soldados britânicos durante a I Guerra Mundial.

    FOTO 05

    Depois de ter sido libertada de um campo de concentração em 1945 foi trabalhar no Congo Belga e posteriormente na Etiópia, num hospital de leprosos.

    Recebeu várias condecorações como a  Medal of Freedom de Estados Unidos, e a George Medal em Inglaterra.

    Em Bélgica recebeu o título de condesa e o grau de tenente coronel do exército.

    A Equipa do Enferm@gem Pedi@tric@

    Bibliografia:
    NOGUEIRA, M. (1990) – História da Enfermagem, 2ª ed.  Porto: Salesianas.SEYMER, L. R. (1989) _ Nightingale, Florence. In Collers’s Encyclopedia, Vol. 17. New Yor: Macmillan Educational Co.; Londond: P.F. Collier. 550B-551.
    BlogVisãoEnfernal da Coisa – Conhecer o Passado
    Blog Enfermeria Avanza (Espanhã).
    Blog Corta-Fitas

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