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Archive for Janeiro, 2009

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“Segundo a ONU, os idosos vão passar de 606 milhões para 1, 97 bilhões em 2050.

O mercado de trabalho, por exemplo, virá a sofrer transformações drásticas.

“A noção de reforma numa determinada idade ficaria obsoleta numa sociedade muito envelhecida”, diz o médico brasileiro Alexandre Kalache, que coordena o Programa de Envelhecimento da Organização Mundial da Saúde, em Genebra. Afinal, não há economia que resista a 51% da população economicamente inactiva.

E apesar de a velhice trazer dificuldades físicas inevitáveis (perda de sentidos e de massa muscular e óssea), um mundo com a maioria de velhos não quer dizer um mundo doente. Um estudo de 2001 da Duke University, nos EUA, chegou à conclusão de que o risco de algumas doenças (entre elas, câncer, hipertensão e arteriosclerose) diminui com o tempo. “O metabolismo do idoso fica mais lento, as células passam a trabalhar e a se reproduzir menos e isso dificulta o progresso de enfermidades crônicas”, diz Svetlana V. Ukraintseva, coordenadora da pesquisa.

“As pessoas irão, progressivamente, trabalhar menos e em tarefas fisicamente menos exigentes”, diz Alexandre Kalache, da OMS.

Na nossa sociedade transmitem-se imagens da juventude porque o envelhecimento é considerado, para uma grande parte da população, ainda um tabu. “As pessoas mais velhas só aparecem na televisão como doentes ou então tomando remédios”, diz Schirrmacher.

Na realidade esta sociedade valoriza somente a eficiência, a produtividade, a juventude, a beleza, a força, a saúde, esquecendo que os idosos de HOJE já foram as crianças de ONTEM.

O processo de produção, a lei do mercado dominada pela concorrência, o consumismo, originaram uma mentalidade – difundida pelos meios de comunicação – que penaliza, em parte, o idoso.

“Hoje existe um verdadeiro culto ao corpo, com a valorização da beleza física e da juventude”.

Veja-se a multiplicação das academias de ginástica e o condicionamento físico, as cirurgias plásticas, os cosméticos e as drogas que prometem milagres, procurados por todos, sobretudo, quando a percepção do próprio envelhecimento começa a atrapalhar com o aparecimento das primeiras rugas, dos cabelos grisalhos, da pele mais ressecada.

Essa aversão à figura dos velhos tenderá a desaparecer se eles se tornarem maioria…”

A família é o lugar natural onde os idosos podem continuar a sua existência.

Os próprios idosos devem ser ajudados a viver a própria condição de idosos, sem saudosismos do passado nem ilusões de reviver uma juventude que não volta mais, mas ajudados na sua auto-estima, que os torna ainda actores dentro da sociedade.

Por este motivo, a convivência com os filhos e netos deveria ser um intercâmbio de características, que cada um colocasse em comum conforme a sua situação, tendo em atenção que os avós, muitas vezes, são ainda muito preciosos na educação dos netos, em particular quando os pais estão ausentes no trabalho.

Artigo de Cristina Morais e Rosa Silvestre

A Revolução dos Idosos – Frank Schirrmacher, Campus, 2005

Um site a visitar:Alzheimer

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Pedido de Ajuda

AJUDEM-ME

Eu sou a Andreia, tenho 22 anos, sou Educadora de Infância recém formada e moro em Lisboa (Portugal). Até há pouco tempo a minha vida decorria normalmente e feliz até que me foi detectada Leucemia do tipo Mieloide Crónica. Poderei ficar totalmente curada se receber uma transplantação de medula óssea. Constatamos que tanto os meus pais como irmã não são compatíveis para o efeito,e… como tal procuro um dador.Todos os esclarecimentos podem ser obtidos no site do

CEDACE – CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO SULb http://www.chsul.pt .

O meu nome é Andreia Margarida Morais e Mota.
Poderá contactar-nos através do
motaandreia@hotmail.com .
O possível dador não correrá qualquer risco.
Ficar-lhe-ei eternamente grata se me puder ajudar! Caso não seja possível, agradeço na mesma a sua atenção e desejo-lhe toda a felicidade que eu gostaria de ter. Um beijinho, Andreia
Por Favor, Não ignorem a minha mensagem. Obrigada.
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O que é a
Leucemia mielóide crónica

A leucemia mielóide crónica (mielocítica, mielogénea, granulocítica) é uma doença na qual uma célula que se encontra na medula óssea se transforma em cancerosa e produz um número elevado de granulócitos anormais (um tipo de glóbulos brancos).Esta doença afecta pessoas de qualquer idade e sexo, mas é rara em crianças menores de 10 anos.

A maioria dos granulócitos leucémicos tem origem na medula óssea, mas alguns são produzidos no baço e no fígado. Estas células podem ir desde muito imaturas a maduras, enquanto na leucemia mielóide aguda só se observam formas imaturas. Os granulócitos leucémicos tendem a eliminar as células normais da medula óssea, muitas vezes formando grandes quantidades de tecido fibroso que substitui a medula óssea normal. Durante o curso da doença, os granulócitos imaturos entram cada vez mais na circulação sanguínea e na medula óssea (fase acelerada). Durante esta fase desenvolvem-se anemia e trombocitopenia (escasso número de plaquetas) e a proporção de glóbulos brancos imaturos (blastos) aumenta bruscamente e de maneira espectacular.

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Por vezes os granulócitos leucémicos sofrem ainda mais mudanças e a doença deriva para uma crise blástica. Nessa crise, as células-mãe cancerosas começam a produzir apenas granulócitos imaturos, sinal de que a doença se agudizou. Nesse momento, os cloromas (tumores compostos por granulócitos de reprodução rápida) podem aparecer na pele, nos ossos, no cérebro e nos gânglios linfáticos.

Sintomas

Nas fases iniciais, a leucemia mielóide crónica é por vezes assintomática. Contudo, algumas pessoas ficam fatigadas e enfraquecidas, perdem o apetite, perdem peso, sofrem de febre ou suores nocturnos e também têm uma sensação de estar cheias (habitualmente causada pelo aumento de volume do baço). Os gânglios linfáticos podem hipertrofiar-se. Com o tempo, as pessoas que têm este tipo de leucemias adoecem facilmente porque a quantidade de glóbulos vermelhos e plaquetas diminui consideravelmente, ocasionando palidez, hematomas e hemorragias. A febre, o aumento de volume dos gânglios linfáticos e a formação de nódulos cutâneos com granulócitos leucémicos (cloromas) constituem sinais alarmantes.

Diagnóstico

O diagnóstico da leucemia mielóide crónica estabelece-se frequentemente por meio de uma análise de sangue simples. A análise pode revelar uma quantidade anormalmente elevada de glóbulos brancos, que oscila entre 50 000 e 1 000 000 por microlitro (a quantidade normal é menos de 11 000). Nas amostras de sangue examinadas ao microscópio, os glóbulos brancos imaturos, normalmente só presentes na medula óssea, observam-se em vários estádios de maturação (diferenciação). Também aumenta a quantidade de outros tipos de glóbulos brancos, como eosinófilos e basófilos, e podem observar-se formas imaturas de glóbulos vermelhos.

Para confirmar o diagnóstico deve recorrer-se a análises que avaliam os cromossomas ou porções de cromossomas. A análise dos cromossomas dos glóbulos brancos leucémicos quase sempre demonstra a reordenação de cromossomas. As células leucémicas têm com frequência o chamado cromossoma Filadélfia (cromossoma que contém aderida a ele uma parte específica de outro cromossoma), além de outras alterações cromossómicas.

Tratamento e prognóstico

Embora a maioria dos tratamentos não cure a doença em si, atrasa a sua progressão. Aproximadamente de 20 % a 30 % dos doentes com leucemia mielóide crónica morrem nos dois anos posteriores ao diagnóstico e aproximadamente 25 % morrem anualmente depois desse prazo.

Contudo, muitas pessoas que têm este tipo de leucemia sobrevivem 4 anos ou mais depois do diagnóstico e finalmente morrem durante a fase acelerada ou durante a crise blástica. O tratamento de uma crise blástica é semelhante ao da leucemia linfática aguda. A sobrevivência média depois de uma crise blástica é de apenas 2 meses, mas a quimioterapia ocasionalmente alarga o prazo até aos 8 ou 12 meses.

Considera-se que o tratamento foi eficaz quando se consegue reduzir a quantidade de glóbulos brancos a menos de 50 000 por microlitro. O melhor tratamento disponível na actualidade não consegue destruir todas as células leucémicas.

A única possibilidade de recuperação total é o transplante de medula óssea. (Ver secção 16, capítulo 170) O transplante de medula óssea (que deve ser de um doador com um tipo de tecido compatível, quase sempre um parente próximo) é muito eficaz durante os estádios iniciais da doença e é consideravelmente menos eficaz durante a fase acelerada ou a crise blástica. Foi recentemente demonstrado que o interferão alfa pode normalizar a medula óssea e induzir a remissão, mas ainda não se conhecem os seus benefícios a longo prazo.

A hidroxiureia, que pode ser administrada por via oral, é o medicamento quimioterápico mais usado para o tratamento desta doença. O busulfano também é útil, mas, devido aos seus efeitos tóxicos graves, utiliza-se geralmente durante períodos mais curtos do que a hidroxiureia.

Além dos medicamentos, prescreve-se uma radioterapia do baço para ajudar a reduzir o número de células leucémicas. Por vezes o baço deve ser extraído cirurgicamente (esplenectomia) para aliviar o mal-estar abdominal, aumentar o número de plaquetas e diminuir a necessidade de transfusões.

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A escola deveria ter uma papel mais interventivo na educação dos seus estudantes, na informação dos jovens em relação ao sexo, de maneira a que os jovens não tivessem determinadas atitudes (inicio de relações sexuais por imitação dos pares e ou sem protecção, etc) sem pensar nas consequências dos seus actos.

Um estudo organizado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICSUL) e a Associação para o Planeamento de Família (APF) no ano passado concluiu que os jovens estão mal informados acerca do sexo.

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“O inquérito sob o mote «A educação sexual dos jovens portugueses: Conhecimentos e fontes» envolveu mais de 2600 estudantes do 10º e 12º ano, de 63 escolas de todo o país e revelou que os agentes preferidos para conversar sobre o tema são os amigos e a mãe, em 70 e 50 por cento, respectivamente, deixando apenas lugar a 30 por cento ao pai.

Fecundação, contracepção e infecções sexualmente transmissíveis (IST) foram as questões em torno das quais se compôs o interrogatório e 41 por cento dos jovens erraram mais de 50 por cento das perguntas. Os temas com melhores níveis de conhecimento são a função do preservativo, a menstruação e o desejo sexual; já os mais deficitários são referentes a métodos contraceptivos e infecções sexuais (com a excepção da SIDA). No entanto, os jovens revelaram não sentirem necessidade de recorrer a ajuda de profissionais e preferem a ajuda dos amigos.

A escola na educação sexual

O estudo demonstra que a escola tem um papel preponderante na educação dos estudantes, mesmo sendo numa abordagem mais biológica, pois a maioria prefere ver o assunto contemplado em aulas de ciências naturais.

No que diz respeito à orientação sexual, grande parte dos inquiridos revelou sentirem atracção por pessoas do sexo oposto, mas ainda dois por cento confessaram que preferem o mesmo sexo. E já 42 por cento dos jovens admitem ter tido a sua primeira relação sexual com 14 e 15 anos. Quando questionados sobre a prevenção da gravidez e IST, 74 por cento afirmaram ter usado preservativo”.

Actualmente não é possível saber concretamente quais as causas de uma gravidez na adolescência, já que cada caso de gravidez nesta fase é único e como tal diferente. No entanto é possível identificar as principais causas de uma gravidez precoce que são fundamentalmente:

-Ausência de diálogo com os pais sobre vida sexual;

Início precoce das actividades sexuais, por influência dos mass média e do grupo de amigos;

– Confusão entre o conceito de amor e sexualidade por parte de ambos os parceiros;

– Falta de informações sobre a reprodução sexual;

– Falta de informações sobre os métodos anticoncepcionais;

– Resistência ao uso de preservativos;

– Necessidade de auto-afirmação;

– Rebeldia perante a família;

– Falta de perspectivas pessoais e profissionais;

– Ilusão de que a juventude impossibilita uma gravidez;

Quando grávida, a jovem e futura mãe deve saber a gravidez não é uma doença, mas quando se está grávida há que ter alguns cuidados como:

  • Fazer exames regulares (ecografias, etc.)

  • Melhorar os hábitos de higiene e saúde.

  • Ter vestuário e calçado confortável e adequado,

  • Ter em atenção determinados esforços.

  • Não frequentar ambientes poluídos.gravida1

  • Artigo realizado por Margarida Pereira e Joana Santos. CONTINUA …

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