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Archive for Setembro, 2007

O aumento de crianças obesas prenuncia uma degradação da saúde das populações dos denominados países ricos, nomeadamente através do aumento das doenças cardiovasculares e da diabetes. É também em muitos círculos, sobretudo pela OMS, conhecida como a epidemia do século.

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Em Portugal, 31,5% de crianças dos 7-9 anos têm excesso de peso das quais 11,3% são obesas (Padez et al., 2004).
Um estudo realizado em Coimbra, com crianças dos 3 aos 6 anos, revelou que 31,9% apresentam sobrepeso e 10,5% obesidade (Rito A, 2001).Recentemente uma equipa de investigadores norte-americanos revela que o futuro poderá ser ainda mais preocupante do que o previsto (Revista “Pediatrics”). Numa pesquisa efectuada nos EUA, em vez de medirem o habitual Índice de Massa Corporal (IMC), os investigadores focaram-se num outro indicador do excesso de peso: a obesidade abdominal. A obesidade abdominal tem vindo a ser considerada como mais fiável do que o IMC na previsão do risco de doenças cardiovasculares e de diabetes de tipo 2 (o tipo associado à obesidade). O facto é que uma criança muito musculada poderá ter um IMC elevado, pouca gordura abdominal e ser perfeitamente saudável, ao passo que uma criança sedentária poderá ter um IMC relativamente pouco elevado, mas se tiver grande quantidade de gordura acumulada ao nível da cintura poderá apresentar um risco maior face às doenças cardiovasculares e da diabetes.
Habitualmente nas Instituições de Saúde existem umas tabelas onde se pode avaliar o IMC duma criança
Como parte da avaliação cuidada e regular, o médico ou a enfermeira (consulta prévia de triagem) calcula o Índice de Massa Corporal da criança (IMC= Peso(kg)/Altura(m)xAltura(m)) e determina o seu desenvolvimento, de acordo com as curvas de crescimento (percentis). Estes indicadores, mostram se a criança tem demasiado peso para a idade, sexo e estatura. De acordo com as recomendações (as que se encontram no boletim de saúde).

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Quando o IMC é igual ou superior ao percentil 85 e inferior ao percentil 95 é possível fazer um diagnóstico de pré-obesidade.
Quando o IMC é igual ou excede o percentil 95 considera-se que existe obesidade.

A origem da obesidade infantil resulta da combinação de uma série de factores:
factores de ordem alimentar – quando uma criança consome mais calorias do que aquelas que gasta, resultando este “saldo positivo” numa alimentação hipercalórica;
factores de ordem ambiental e cultural – quando a criança está inserida numa família que não tem hábitos de actividade física; quando habita um local onde não existem espaços para correr, saltar, trepar; quando o automóvel é o único transporte utilizado; ou quando a criança não é incentivada a fazer exercício físico tanto em casa como na escola;
– factores de ordem genética – a hereditariedade também influência o balanço genético de cada pessoa. É por isso muito importante que a promoção de hábitos saudáveis se faça desde a infância.

Riscos da obesidade: a obesidade tem consequências físicas e psicológicas.
As consequências físicas são óbvias: uma criança com excesso de peso pode ter (ou vir a ter) problemas cardiovasculares, respiratórios e ortopédicos. Outra consequência, não menos grave, é o diagnóstico de diabetes tipo II, que até há pouco era exclusivo dos adultos, e que começa já a não ser invulgar entre crianças obesas.
A nível psicológico – e ao contrário da ideia estabelecida de que os gordos são bem-dispostos – muitas crianças obesas sofrem verdadeiramente com este problema. Sentem-se desconfortáveis, envergonhadas e têm, o que não é raro, problemas de auto-estima e dificuldades em relacionar-se com os colegas.

Como lidamos com uma criança obesa no meio escolar?
Muitas vezes, as crianças obesas são gozadas sem qualquer pudor; noutras, a discriminação é mais subtil, mas não menos sentida, nem menos preocupante. Acontece com frequência, por exemplo, que os mais “gordinhos” sejam postos de parte no momento de se constituírem equipas para os jogos (ou serem os últimos a ser escolhidos… e a muito custo). É neste momento que começa um ciclo que é difícil de ser interrompido. À partida, uma criança obesa tem vergonha do seu corpo e não se sente à vontade (nem gosta) de se mexer. Posta de parte pelos colegas no recreio, menos vontade tem de participar. Como não participa, tem maiores probabilidades em ganhar peso. Este é um momento em que o professor pode intervir, explicando como é importante ajudar o(s) colega(s) com excesso de peso e que esta pode passar a ser (também) uma tarefa da turma.
Para além disso, é muito importante que o professor valorize as características positivas destas crianças, que lhes atribua papéis que contribuam para a sua integração, mesmo no campo desportivo.
Paralelamente, e obrigatoriamente sempre com a família, será necessário fazer um trabalho ao nível da educação alimentar e da promoção de estilos de vida saudáveis. Actualmente é muito díficil cuidar de uma criança obesa.

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Assim, mais do que um problema puramente de educação alimentar, a obesidade infantil pode incluir elementos que vão desde doenças orgânicas graves até alterações da dinâmica familiar, principalmente da relação mãe-filho, passando por mecanismos ansiosos e depressivos. O seu diagnóstico e tratamento envolve portanto um grande número de factores que devem ser exaustivamente pesquisados para que não se cometam enganos, desnecessários e perigosos … relativamente à epidemia do século.

In portal aeiou – 29-06-2006
In Obesidade On-line
Acta Médica Portuguesa, 2004 – TENDÊNCIAS DO PESO EM PORTUGAL
NO FINAL DO SÉCULO XX
Estudo de coorte de jovens do sexo masculino
E. LACERDA NOBRE, Z. JORGE, A. MACEDO, J. JÁCOME DE CASTRO
Serviço de Endocrinologia Diabetes e Metabolismo. Hospital Militar Principal. Lisboa

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Eis que regressamos de férias (depois de alguns banhos atribulados…) e soubemos que o Prémio Blog com Tomates foi concedido a este blog pelo … Blog Intervenção de Enfermagem em Grupos de Ajuda Mútua, a quem agradecemos: desde já o nosso MUITO OBRIGADO!

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Os premiados (que se podem linkar, ao lado direito, no nosso blogroll) pelo Enferm@gem Pedi@trica@ , por ordem alfabética, foram:

– BLOG DO CLUBE DO PANO;

– INTERVENÇÃO DE ENFERMAGEM EM GRUPOS DE AJUDA MÚTUA;

– LEITURAS, DICAS E CONCELHOS PARA MAMÃS COMO EU!!

– MILAGRE DE VIDA (Preparação para o parto)

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O nosso template foi modificado. Esperamos que gostem mais deste.

O anterior apresentava-se menos funcional, sob o nosso ponto de vista, e não permitia que se fizessem comentários adequadamente.

Esperamos que com este não existam problemas…. embora ainda esteja em reformulações.

A equipa do Enferm@gem Pedi@tric@

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