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Archive for Fevereiro, 2007

2 – Segunda fase: fase que decorre entre a 3ª e 8 ª semanas e que se denomina fase embrionária;

Neste período, estabelece-se o eixo do corpo no embrião e cada uma das três camadas principais: ectoderme, mesoderme e endoderme, vão dando origem aos seus próprios tecidos e sistemas de órgãos.
O sistema vascular e o coração, permitem que o sangue do embrião não se misture com o da mãe, e assim flua e vá nutrindo os tecidos definindo um rápido crescimento.
Ao 40º dia é possível medir a actividade cerebral do embrião através de um EEG(electroencefalograma).
Ao 42º dia, o cérebro do embrião já coordena os movimentos dos músculos e órgãos.

No final desta etapa, o embrião já tem cerca de 25 mm de comprimento. Traços faciais, membros, mãos, pés, dedos e unhas tornam-se aparentes.

O sistema nervoso está receptivo e muitos dos órgãos internos começam a funcionar.

3 – Terceira fase que consiste no Período Fetal, correspondendo entre a 9ª semana e o nascimento.

É uma fase que se caracteriza pelo assombroso crescimento do corpo fetal e pela maturação dos sistemas orgânicos no feto.

Às 9ª semana, as impressões digitais do feto estão a ser gravadas.

As pálpebras e palmas das mãos, por sua vez, são sensíveis ao toque. Os soluços começam e ocorrem por esta altura. Entre a 9ª e a 12ª semanas, o feto também já dobra os dedos à volta de um objecto colocado na palma da mão. Pode começar a sugar o polegar.

Nesta fase também se formam as unhas (das mãos e dos pés).

A rapidez da condução dos impulsos nervosos através dos neurónios é assegurada pelo envolvimento dos prolongamentos neuronais por uma bainha protectora de mielina. A mielinização inicia-se ao 4º mês e termina por volta do 1º ano de vida pós-natal.

Por volta da 16ª semana, o feto tem cerca de 9-14 cm de comprimento. Pode pestanejar, agarrar e mover a sua boca. O cabelo cresce na cabeça e o pêlo no corpo.
Na 20ª semana, o feto pesa aproximadamente 250-450 g e mede cerca de 15-19 cm da cabeça aos pés. As glândulas sudoríferas desenvolvem-se e a pele exterior transformou-se de transparente em opaca.

Durante o fim do primeiro trimestre e o segundo trimestre, é notável o comprimento do feto (5 cm por mês) enquanto o peso aumenta considerávelmente durante os 2 últimos meses de gestação (700gr por mês). Outra alteração observável é a desaceleração relativa do crescimento da cabeça.


Pela 21ª semana a mãe reconhece claramente os movimentos do feto.
Na 24 ª semana, o feto é capaz de inalar, exalar e até chorar. Os olhos estão completamente formados e a língua desenvolveu o gosto. Sob cuidados médicos intensivos, o feto tem mais de 50% de hipóteses de sobreviver fora do útero.
Semana 28 – Nesta altura, o feto, geralmente, é capaz de viver fora do útero da mãe e será considerado prematuro à nascença.
Semana 38 – Etapa que marca o final do período normal de gestação.

A criança está agora preparada para viver fora do útero da sua mãe.

– VER LINK DESENVOLVIMENTO FETAL:

Bibliografia:

Enfermagem Obstétrica- Silva, Gilberto T.R; Albuquerque, Rosemaeire S. in Livros de Saúde (edição brasileira);

Ligação Materno Fetal – Isabel Margarida Mendes, 1º edição- Quarteto Editora:

http://www.visaoreal.com.br/a_incrivel_jornada_da_vida.htm

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Por volta do 14º dia do ciclo menstrual, aumenta a probabilidade da mulher engravidar, pois um óvulo maduro é libertado de um dos ovários, pronto a ser fecundado.
O espermatozóide passa pela trompa de Falópio e segue em direcção ao útero, podendo sobreviver até 24 horas.
Supõe-se que centenas de espermatozóides chegarão a este óvulo, após uma viagem que vai da vagina até as trompas uterinas.
Neste momento, os espermatozóides irão libertar uma enzima que permitirá um ou mais deles penetrarem na cobertura de proteção do óvulo.

A fecundação – o processo através do qual o gâmeta masculino, o espermatozóide, e o gâmeta feminino, o ovócito, se unem formando um zigoto – ocorre assim na ampola da trompa uterina da mulher.
Na fecundação determina-se o sexo do embrião. Quando o par final de cromossomas sexuais é XX, o indivíduo é geneticamente feminino; quando o par é XY,é masculino. Um ser humano adulto tem mais de trinta triliões de células, desempenhando inúmeras funções diferentes no cérebro, pele, ossos, coração, etc., todas derivadas do zigoto que resultou da fecundação.
O útero é um local privilegiado para o sistema imune materno: as defesas imunitárias são silenciadas em relação ao embrião, que podia ser rejeitado ao ser reconhecido como uma entidade geneticamente diferente da mãe.
Ao 21º dia, o coração do embrião começa a bater.

A embriologia descreve o processo contínuo do desenvolvimento embrionário em três grandes fases:

1- Primeira fase: da fecundação à formação das três camadas que irão originar os tecidos do embrião;

O desenvolvimento embrionário tem início com a fecundação. As características do novo indivíduo são determinadas pelos cromossomas herdados nesse momento do pai e da mãe. O zigoto, guiado pela sua informação genética única, inicia rapidamente a constante divisão, diferenciação e migração celular, que irão formar todos os tecidos do organismo de forma surpreendentemente precisa.
Com 2-6 dias de idade, o blastócisto implanta-se na parede do útero (processo que se denomina por nidação).
Na segunda semana, depois da nidação, liberta hormonas para que a cavidade uterina se vá especializando com o objectivo de proteger, nutrir, e fornecer as hormonas necessárias ao crescimento do embrião, ou seja, o blastócito transformou-se num embrião.
Vão começar a formar-se as estruturas percursoras das membranas fetais e da placenta – ao fim da segunda semana inicia-se uma circulação útero-placentária primitiva.

Nesta circulação, a placenta aparece como uma formação de tecidos que adere ao útero. ligando-se ao embrião através do órgão que irá ser o futuro cordão umbilical. Mantém a circulação do feto, tendo a função de realizar as trocas gasosas, absorver e excretar nutrintes necessários aos embrião, actuando como barreira contra infecções.

O embrião encontra-se assim alojado dentro de uma bolsa cheia de liquido amniótico (bolsa de água) que o irá proteger de traumatismos e infecções.

No ínicio da gravidez, a placenta provoca o aumento da produção de uma hormona denominada GCH (gonadotrofina coriônica humana) que se torna responsável pelas naúseas na grávida.

No embrião assiste-se à formação de três camadas que originam três tipos de tecidos:

– o endoderma (camada interior) que formará os pulmões, fígado, sistema digestivo e o pâncreas;

– a mesoderma (camada média) que se transfomará em esqueleto, músculos, rins, coração e vasos sanguíneos;

– e a ectoderma (camada externa) que futuramente será pele, cabelo, olhos, esmalte dentário e sistema nervoso.

ver Desenvolvimento fetal

ou ver:

sugestão de Gertrudes. OBRIGADA!

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Observo, nestes últimos tempos, que a questão do aborto (o aborto pode ser induzido ou expontâneo) ou IVG (aborto induzido) como é abordada (a informação abortada!), vinda para a opinião publica, não é mais do que tentar passar a “batata quente” para outros, muitos dos quais não têm “conhecimentos” mínimos para poderem decidir em consciência sobre problemática tão complexa.
Faz-se uma enorme confusão entre vida humana e o Ser Humano, que embora à partida pareça a mesma coisa na realidade não o é… Vida humana existe nos espermatozóides, no ovócito, no óvulo, no ovo, no embrião, no feto, no bebé, na criança, no adolescente, no jovem, no adulto, no idoso. Mas nem tudo o que referi atrás corresponde a um Ser Humano.
Por outro lado, tentam-se desdramatizar ou até “branquear” problemas na nossa sociedade que deveriam ser prioritários em relação à IVG (não quero dizer com isto que concordo com o facto da mulher ser descriminada quando faz um aborto; façam-se leis que não prejudiquem nem o futuro filho nem a mãe!) tais como a situação económica do país, as dificuldades sócio-económicas das familías, os baixos ordenados, a perda de poder de compra das famílias, o aumento do desemprego, o congelamento das carreiras da função pública, os problemas do sistema educativo que se reflectem no aumento do número de desempregados (tanto os que possuem cursos superiores e saem das faculdades como os que já lá trabalham), a insegurança que se sente no dia-a-dia, a derrocada do sistema de reformas e pensões, o encerramento das maternidades, o encerramento dos serviços de urgência (que provocam casos de morte a doentes por supostos motivos de atraso na assistência ou falta dela!) o caos na (in)Justiça (veja-se o caso recente da Esmeralda).

Dizer sim não vai resolver o problema.

Acredito sim que a vida não se pode decidir num referendo!
O problema seria resolvido ao se investir num bom sistema de planeamento familiar, numa boa educação sexual nas escolas, numa adequada ajuda social às mães que “no fundo, bem no fundo”não desejassem abortar (esquecem-se que somos um país envelhecido?)!

Actualmente existem meios contraceptivos que podem ser usados porque a IVG não deve nem pode ser encarada como metódo contraceptivo!
Não devemos esquecer (o que muitos ainda desconhecem por falta de informação) que a legislação em vigor já permite fazer uma IVG em determinadas situações, tais como:
• Se a gravidez puder ocasionar risco de vida ou de grave lesão para a saúde física ou mental da mulher e for realizado até às 12 semanas;
• Se o feto sofrer de doença ou de uma grave doença de nascença e for realizado até às 24 semanas;
• Se a gravidez resultar de um crime sexual (uma violação, por exemplo) e for realizado até às 16 semanas.

Contudo existem argumentos que me confundem:
– Devemos votar sim porque o país não tem recursos financeiros e apoios sociais para suportar a despesa extra provocada pelo nascimento de mais crianças num país envelhecido? Então se o país tivesse dinheiro e apoios necessários, como afirmam, já votariam não?
– Devemos votar sim porque são milhares os casos de mulheres internadas por complicações de abortos clandestinos e isso não corresponde à verdade. Calcula-se que em Portugal, o número de abortos clandestinos seja de 1800 por ano, sendo assim como é que referem ser milhares os casos de mulheres internadas?
– Devemos votar sim porque a mulher é dona do seu corpo e também é dona do embrião ou do feto? Os mesmos argumentam que “ninguém é dono de ninguém”, então em que ficamos? Um feto até 10 semanas é coisa, objecto, tumor, quisto, apêndice? Se tiver 10 semanas e um dia já passa a ser “alguém”?
– Devemos votar sim porque devemos ser um país moderno da união europeia. Desde quando ser moderno é gerar uma criança sem ter responsabilidades. Acredito que se deve viver a sexualidade mas com responsabilidade não como se fosse um mero acaso…
– Devemos votar sim porque as crianças abandonadas que andam pelas ruas da capital e outras são depositadas no lixo são fruto da não existência da lei que defendem (generalizações de situações, a meu ver!). O que fazem os defensores do sim para apoiar essas crianças? Porque não defendem leis de apoio às crianças desprotegidas?

Mais haveria para dizer mas reflictam e votem com e em consciência!

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