
Poema reflectido …
Julho 5, 2009 por enfermped
Publicado em Leituras, Perspectivas, Reflexões | 2 Comentários
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Além do elemento administrativo (Rosa Silvestre), fazem parte do Blog de Enfermagem Pediátrica Joana Santos, Margarida Pereira, Sofia Mendes e Cristina Morais (Enfermeiras Especialistas em Saúde Infantil e Pediátrica, Saúde Materna e Obstétrica, Reabilitação e Saúde Mental). ----------------------------------------------------------------------
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enfermped no O desenvolvimento do feto dura… Francenildo no O desenvolvimento do feto dura… Eduardo no O desenvolvimento do feto dura… Amanda Cristina no O desenvolvimento do feto dura… Cogitare em Saúde no Diabetes Gestacional – P… DICIONÁRIO DE TERMOS
ANEMIA - Diz-se haver anemia (do grego, an = privação, haima = sangue) quando a concentração da hemoglobina sanguínea diminui aquém dos níveis recomendados pela Organização Mundial de Saúde em 13 g/dL para homens, 12 g/dL para mulheres, e 11 g/dL para gestantes e crianças entre 6 meses e 6 anos. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- APNÉIA - a ausência da respiração durante um período mais ou menos longo de tempo. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ARRITMIAS - são alterações do ritmo cardíaco normal. Nas arritmias, podemos perceber e registrar alterações do ritmo cardíaco ou da frequência. A frequência normal dos batimentos cardíacos é de 60 até 100 ciclos, ou batidas, por minuto. Nas crianças, estes números costumam ser um pouco mais elevados. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- ASPIRAÇÃO DE VÓMITO - ao vomitar, a criança pode aspirar o próprio vómito, que vai para os pulmões. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ CIANOSE - é um sinal ou um sintoma marcado pela coloração azul-arroxeada da pele, leitos ungueais ou das mucosas. Ocorre devido ao aumento da hemoglobina reduzida (desoxi-hemoglobina) acima de 5g/dL ou de pigmentos hemoglobínicos anormais. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- FEBRE - Significa elevação da temperatura corporal como resultado de uma elevação do ponto de ajuste do termostato hipotalámico. A elevação do ponto de regulação térmica desencadeia uma série de mecanismos destinados a aumentar a temperatura corporal central (tremores, vasoconstrição, aumento do metabolismo celular, etc.) de forma a atingir de novo o equilíbrio. Pode ser causada por distúrbios no próprio cérebro ou por substâncias tóxicas que influenciam os centros termorreguladores chamadas pirogênios endógenos (IL-1, TNF, IL-6, IL-2, etc) e exógenos (bactérias, vírus, lipopolissacarídeos, etc). Os pirogênios endógenos agem no SNC, estimulando a produção de prostaglandinas (PGE2), que irá actuar no hipotálamo, desencadeando a reacção febril. ----------Sintomas e sinais da febre---------- Síndrome febril, não ter vontade de se alimentar, dor de cabeça, irritabilidade, pulso rápido, urinar muito pouco, dor no corpo, calafrios, suores, náusea e vómitos, delírio, confusão mental, convulsões----------------------------- Características da febre----------------------------- 1- Inicio: Súbito ou gradual 2- Intensidade: Leve ou febrícula: até 37,5 °C Moderada: 37,5 a 38,5 °C Alta ou elevada: acima de 38,5 °C ----------Duração:------------------------- Poucos dias Prolongada (mais de 10 dias): tuberculose, malária, septicemia, endocardite infecciosa, colagenoses, linfomas, pielonefrite, febre tifóide. ---------------------------------------------- Em crise: a febre desaparece subitamente ou diminui lentamente. ---------------------------------------------------- É usual a utilização de aspirina, paracetamol e dipirona na redução da febre.----------------------------------------- Qual a diferença entre febre e hipertermia?-------------------------------------------- Na febre, o termostato hipotalámico é reajustado sendo a termorregulação (set point) reajustado para um nível superior, enquanto na hipertermia há aumento da produção ou diminuição da perda de calor, sem alteração do set point. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- HIPERTERMIA - aumento da temperatura do corpo. frequentemente secundária à ineficiência dos mecanismos de dissipação do calor ou, menos frequentemente, por produção excessiva de calor com dissipação compensatória insuficiente. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- HIPOTERMIA - Ocorre quando a temperatura corporal do organismo cai abaixo do normal (35ºC, região axilar e 36ºC no rabinho, associada a condições que diminuem a produção de calor ou aumentam a sua perda) de modo não intencional, sendo seu metabolismo prejudicado. ---------------------------------- Hipotermia leve: 32 a 35ºC---------- Hipotermia moderada: 30 a 32ºC-------- Hipotermia grave: abaixo de 30ºC----------- --------------------------------------- Factores predisponentes para o aparecimento de hipotermia: Factores pessoais, Roupa desadequada, Roupa molhada, Nos recém-nascidos ou idosos, Alteração do estado de consciência, Debilidade e exaustão, Imobilidade, Drogas, Álcool, Anestésicos, Narcóticos, Sedativos/hipnóticos. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- HIPOTÓNIA - Diminuição do tónus muscular, geralmente em lactentes. Ao carregar a criança, tem-se a sensação de se estar carregando uma boneca de pano e percebe-se que o corpo da criança é flácido. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- LACTENTE - criança habitualmente com menos de um ano de idade que está sendo amamentada. ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- LACTANTE - mulher que amamenta.ARQUIVOS DO ENFERM@GEM PEDI@TRIC@
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Trabalho Infantil em Portugal (Artigo de Jornal: DN)
A Confederação Nacional de Acção Sobre Trabalho Infantil (CNASTI) acredita que o fenómeno tem vindo a diminuir no País. Mas denuncia a persistência, sobretudo nas zonas do Vale do Ave e Sousa, do trabalho para o têxtil e calçado, realizado "dentro de portas e mais complicado de detectar". Recentemente, foi denunciado um caso na construção civil na região do Minho. Mas, nas grandes cidades, alertou, "existem as piores formas de exploração: a prostituição, trafico de droga e pequeno crime". A propósito do Dia Internacional contra o Trabalho Infantil, que se assinala hoje, a presidente da CNASTI, Ana Maria Mesquita, afirmou ao DN que "o trabalho infantil tradicional na agricultura e na construção civil reduziu muito, porque a sociedade condenou". Mesmo assim, divulgou, recentemente foi denunciado à Linha Verde da CNASTI ( 800 20 20 76) o caso de um jovem de 14 anos a trabalhar na construção civil, na região do Minho. A situação foi encaminhada para a Inspecção-geral do Trabalho e para o Programa de Prevenção e Eliminação da Exploração do Trabalho Infantil (PETI). Existe ainda outro tipo de "trabalho sazonal" que, alertou, é realizado "dentro de portas e, por isso, mais complicado de detectar": O que, segundo divulgou, acontece sobretudo nas zonas de Lousada e Felgueiras. Localidades onde as crianças cozem, em família, sapatos à mão, depois do horário escolar. "Não se trata da criança partilhar as tarefas domésticas com a família", realçou. Mas "as piores formas de exploração de crianças e adolescentes, como a prostituição, tráfico de droga e pequeno crime" existem nas grandes cidades, sobretudo nos bairros degradados do Porto e de Lisboa. Ana Maria Mesquita afirmou não conhecer casos, mas sabe que "são detectados pela Comissão de Protecção de Crianças". SUSANA PINHEIRO, Braga 12-06-2007-
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Hospitais sem capacidade para praticar aborto (Artigo do AEIOU)
A entrada em vigor da lei da Interrupção Voluntária da Gravidez, este domingo, prevê o reencaminhamento das mulheres para outros estabelecimentos. Mas há unidades que se recusam a fazê-lo. A Maternidade Alfredo da Costa começou a realizar abortos no mês de Junho, mas já avisou que não aceitará fazer contratos com hospitais que não tenham condições para realizar Interrupção Voluntária da Gravidez (ICG). "Porque temos muito movimento e não temos hipótese de responder eficazmente às mulheres", declarou à Lusa a directora do serviço de Obstetrícia, Ana Campos. Já o hospital de Santa Maria só vai aceitar pacientes da sua área de influência. A objecção de consciência é o principal entrave para as mulheres que pretendam realizar a IVG, em conformidade com a entrada em vigor da nova lei. De acordo com o levantamento realizado pela Lusa, nove hospitais públicos do País não têm capacidade para fazer cumprir a nova lei do Aborto, que entra em vigor este domingo. De acordo com a nova regulamentação da lei, os hospitais sem capacidade terão de encaminhar as mulheres para outras unidades, públicas ou privadas, pagando as intervenções. A Ordem dos Médicos já fez saber que irá instaurar processos disciplinares a todos os médicos que, apesar de se terem declarado objectores de consciência no sector público, pratiquem o IVG no privado. Em resposta ao levantamento, Francisco George, director-geral da Saúde garantiu que "haverá uma rede muito vasta" de unidades a operar no País, ao abrigo da lei. Na segunda-feira será publicada a lista oficial em conferência de imprensa, anunciou à Lusa. Refira-se que ao longo deste fim-de-semana, os movimentos anti-aborto - entre os quais o Movimento Pró-Vida - organizam uma série de acções junto dos hospitais por forma a apresentar alternativas à lei do aborto. In portal aeiou.(14/07/2007)ECG em fetos
Uma investigadora de Coimbra desenvolveu um modelo matemático capaz de «filtrar» o electrocardiograma do feto a partir do exame à mãe, mas a ausência de equipamentos que captem o sinal impedem a utilização deste poderoso meio de diagnóstico. A inovadora metodologia, desenvolvida a partir de electrocardiogramas a grávidas realizados na Bélgica, ainda não foi posta ao serviço da medicina porque na maioria dos países, inlcuindo Portugal, os electrocardiógrafos utilizados não dispõem da «sensibilidade» necessária para captar o sinal eléctrico do coração do feto. Um método que acaba com os tratamentos «às cegas» «Vinha dar um contributo brutal no tratamento das disritmias», disse à agência Lusa Eduardo Castela, director do Serviço de Cardiologia do Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), e presidente da Associação Portuguesa de Telemedicina. No entendimento deste cardiopediatra, sem esse meio de diagnóstico «algumas vezes os tratamentos são feitos às cegas. Como não sabemos as causas da alteração do ritmo cardíaco, tratamos empiricamente». Para desenvolver esta metodologia, Manuela Vivaldo, a autora, recorreu a um princípio teórico da matemática - a decomposição em valores singulares - que tem aplicação em diversos domínios, nomeadamente, na estatística, processamento de sinal, em engenharia biomédica e redes eléctricas. Sem sucesso na captação do sinal fetal em várias tentativas de electrocardiogramas a grávidas, acabou por recorrer à análise de electrocardiogramas publicados num artigo científico de uma equipa Belga, embora em contactos que encetou, e do quase silêncio que encontrou, não tenha concluído se já tinham conseguido separar o electrocardiograma do feto do da mãe. Maria Manuela Vivaldo Santos Silva, professora na Faculdade de Economia de Coimbra, e que desenvolveu esta metodologia para a sua tese de mestrado, confessa que todos os colegas de outros países que contactou afirmaram desconhecer metodologias que permitam o electrocardiograma do feto. Eduardo Castela lamenta a incapacidade de captação do sinal pelos equipamentos disponíveis e enaltece o trabalho pioneiro de Manuela Vivaldo, acrescentando que os países mais avançados na cardiologia fetal, como Israel ou os EUA, ainda não conseguiram realizar o electrocardiograma do feto. O electrocardiograma do feto em termos práticos é uma impossibilidade real, pois não é possível colocar os eléctrodos no corpo alojado no ventre materno. Contudo, através da colocação de seis eléctrodos no corpo da grávida - três no tórax e outros tantos no abdómen - e com um electrocardiógrafo mais sofisticado a registar os sinais eléctricos em papel milimétrico, é possível obtê-lo através da metodologia de Manuela Vivaldo. Manuela Vivaldo admite que, com os equipamentos que captem o sinal do feto, como o conseguido pelos belgas, será possível obter o electrocardiograma do feto a partir das 18 semanas. 2008-06-27 IN IOL DiárioDoença celíaca no Educare.pt
Doença celíaca (DC)- é uma doença auto-imune, o que significa que o corpo vai reagir contra o revestimento, a "pele" do intestino chamado mucosa. Para se sofrer de DC é necessário ter uma herança de genes que tornam a pessoa sensível ao contacto com o glúten e, obviamente, entrar em contacto com o glúten. O glúten é um componente da proteína dos cereais como o trigo, o centeio e a cevada. Se se herdar a susceptibilidade ao glúten mas se nunca o ingerir nunca se terá DC. ----------------------- O que é a DC?--------------------------------- A DC dá o que chamamos síndrome de mal-absorção ao atingir o intestino. O intestino tem metros de superfície para absorver os alimentos e passa a ter menos superfície porque os dedos da mucosa dos intestinos - as vilosidades - encurtam-se até a mucosa deixar de os ter e se chamar mucosa plana. A mucosa plana não consegue aproveitar o que comemos e então começam os sintomas e sinais da doença. -------------------------- Como suspeitar de DC?------------------------------- O seu(sua) filho(a) fica com diarreia prolongada que dura mais de três semanas ou até meses, apresenta uma barriga grande, emagrece, fica pálido e irritado. Pode ter anemia por deficiência de ferro e não conseguir deixar de ter, mesmo tratando convenientemente com ferro. A doença só começa depois de a criança comer glúten. O glúten deve ser introduzido aos seis meses de vida e se nessa altura o seu filho apresentar estes sintomas, deve levá-lo ao médico para fazer rastreio de DC. -------------------------------------- Como se faz o rastreio de DC?--------------- O rastreio faz-se através de uma análise ao sangue. A análise tem que obrigatoriamente conter IgA total e um anticorpo, o anticorpo antitransglutaminase. Para qualquer ponto do país, ou se estiver em zonas do país que têm experiência em DC, poderá ser o anticorpo anti-endomísio em hospital ou laboratório com experiência. Se o resultado for positivo é essencial que o seu filho continue a comer glúten até fazer uma biopsia ao intestino. -------------------------------------- Como fazer se o rastreio for positivo?-------------- Se o rastreio for positivo, o seu médico deve orientar o seu(sua) filho(a) para um especialista em gastrenterologia pediátrica, que fará a biopsia ao intestino. A criança adormece com anestesia e faz-se uma endoscopia. Com um tubo fino vai-se até ao intestino delgado e colhe-se uma pequena quantidade de mucosa que vai ser analisada, se se encontrar uma mucosa plana inicia dieta sem glúten. O especialista em gastrenterologia vai então explicar-lhe como se chega ao diagnóstico definitivo de DC. --------------------------------------------- Quando já sei que tem DC o que fazer?--------------------- A dieta sem glúten é para toda a vida. A DC é uma doença crónica. A exclusão do glúten tem de ser total, e, se for católico, inclui até as partículas sem glúten para comungar (hóstias). As batatas, o arroz, a carne, o peixe, os ovos, os legumes, a farinha de fécula de batata, o milho, a fruta não têm glúten, por isso o(a) seu(sua) filho(a) poderá fazer uma dieta equilibrada e normal com estes produtos que não têm glúten. Para que o seu filho não se sinta diferente das outras crianças, deve poder comer pão, bolachas e bolos - para isso, há as farinhas de fécula de batata e farinhas sem glúten produzidas por empresas especializadas que o seu médico e a associação de celíacos conhecem e que devem informar quais são para poder comprar estes produtos a preços mais acessíveis. ------------------------------------------- Outros sintomas de DC------------------------------- Mas nem sempre o diagnóstico de DC é tão fácil. Por vezes, em vez de diarreia, a criança pode não conseguir expelir as fezes (obstipação) e ter dores de barriga frequentes, sintomas associados, geralmente, a uma barriga grande e a uma estagnação do peso. Nos adolescentes, pode provocar o não aparecimento da menstruação nas raparigas, paragem no crescimento, dores de barriga, anemia por deficiência de ferro ou depressão. --------------------Quais as crianças que devem ser rastreadas?---------------------------- A DC deve ser rastreada em crianças com síndrome de Down, diabetes tipo 1, tiroidite, baixa estatura, e, já agora, pense em si, em casos de osteoporose precoce e infertilidade. Esta doença, como todas as doenças auto-imunes, é mais frequente no sexo feminino. ------------------------------------------------------ Os celíacos são normais?-------------------------- São pessoas normais, criativas, que, depois de serem confrontadas com a doença, habitualmente se afastam de práticas de vida não saudáveis. Não se consegue distinguir um celíaco de uma outra criança ou adolescente não celíaco e esse é o objectivo do tratamento de uma criança celíaca - que seja um celíaco assumido e não uma criança com uma doença. ------------------------------------------------------- Experiência de uma adolescente com DC-------------------- Uma adolescente que não veio à consulta, mas foi detectada por rastreio numa escola de Braga, testemunha que "desde que deixei de comer glúten sinto um bem-estar tão grande e as minhas colegas dizem que fiquei bonita. Eu sentia-me muito mal, mas como sempre me senti assim só agora percebo que não era normal". É por isso muito recompensador fazer este diagnóstico porque o bem-estar que se proporciona com o diagnóstico e tratamento de DC é óbvio. -------------------------------------------------------- Henedina Antunes, assistente de Pediatria (subespecialista em Gastrenterologia Pediátrica)- ----------------------------------- Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga| 2008-08-20-
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