Ontem foi o
Dia Internacional da Família
Que tempo dedicam os pais aos filhos? Há duas respostas.
A que é dada nas aldeias do interior. E a da grande cidade.

“(…) O tamanho médio das famílias tem vindo a diminuir em todo o mundo, os jovens casam-se cada vez mais tarde, aumentou a idade média das mulheres ao nascimento do primeiro filho, a taxa de mortalidade infantil diminuiu e os casais têm cada vez menos filhos.
A grande família tradicional tem sido substituída pela família nuclear, apesar dos avós viverem mais anos e várias gerações de uma família conviverem lado a lado. Por outro lado, são cada vez mais comuns diferentes formas de união, tais como a união de facto ou os casamentos de trabalhadores migrantes que vivem em cidades ou países diferentes daqueles onde residem os seus cônjuges.
Aumentou o número de divórcios, um fenómeno que foi acompanhado do casamento em segundas núpcias, e são cada vez mais as crianças que vivem em famílias em que há um padrasto ou uma madrasta.
Surgiu também um considerável número de famílias monoparentais, bem como de agregados familiares constituídos por apenas um elemento e são cada vez mais as pessoas de idade que vivem sozinhas.
Além disso, a pandemia do HIV/AIDS (VIH/SIDA) tem enfraquecido a estrutura das famílias privando, frequentemente, os filhos dos pais e deixando-os ao cuidado dos avós.
Muitas destas transformações põem em causa a estrutura da sociedade tal como a conhecemos. Exigem que trabalhemos em conjunto para adaptar e definir as políticas de modo que tenham em consideração as necessidades das famílias, e garantam que serviços básicos como a educação e a saúde sejam prestados a todos os cidadãos, especialmente às crianças, independentemente da sua situação familiar.
Algumas das mudanças registadas na estrutura familiar geraram, igualmente, novas oportunidades, nomeadamente novas e mais amplas opções para as raparigas e as mulheres. Impulsionaram também os governos a desenvolver novas políticas, em colaboração com a sociedade civil. E, ao mesmo tempo que os países trabalham para integrar uma perspectiva familiar, no processo nacional de formulação de políticas, o sistema da ONU esforça-se por reflectir esta perspectiva no processo intergovernamental mundial.
Nesta época de mudança, devemos criar um ambiente que apoie as famílias, reforçando, ao mesmo tempo, as oportunidades de realização que uma vida familiar positiva proporciona.
Neste Dia Internacional da Família, dediquemo-nos uma vez mais a esta missão”.
parte da MENSAGEM DO SECRETÁRIO-GERAL DA ONU
KOFI ANNAN, no Dia Internacional da Família em 2006
http://www.portaldafamilia.org.br/scpainel/cart023.shtml
A Equipa do Enferm@gem Pedi@tric@












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