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Como é que a globalização afecta ou promove a enfermagem portuguesa ?

A globalização trata-se de um processo de larga amplitude abarcando “nações e nacionalidades, regimes políticos e projectos nacionais, grupos e classes sociais, economias e sociedades, culturas e civilizações… desafiando práticas e ideais, situações consolidadas e interpretações sedimentadas, formas de pensamento e vôos da imaginação”(IANNY, 1997).

A globalização é marcada essencialmente pela expansão mundial das grandes corporações internacionais. A cadeia de fast food McDonalds, por exemplo, possui 18 mil restaurantes em 91 países. Essas corporações exercem um papel decisivo na economia mundial. Segundo uma pesquisa efectuada pelo Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de São Paulo, Brasil, em 1994 as maiores empresas do mundo (Mitsubishi, Mitsui, Sumitomo, General Motors, Marubeni, Ford, Exxon, Nissho e Shell) obtiveram um facturamento de 1,4 trilhão de dólares.

Outro ponto fundamental neste processo são as mudanças significativas no modo de produção das mercadorias, que são ajudadas pelas facilidades na comunicação e nos transportes a nível mundial. Nesta ordem de ideias as organizações transnacionais instalam as suas fábricas em qualquer lugar do mundo onde existam as melhores vantagens fiscais, mão-de-obra e matérias-primas mais baratas. Essa tendência leva a uma transferência de empregos dos países ricos - que possuem altos salários e inúmeros benefícios - para as nações industriais emergentes, nações mais pobres, como é o caso das nações asiáticas. Actualmente, uma grande parte dos produtos não tem uma nacionalidade definida. Um automóvel de marca norte-americana pode conter peças fabricadas no Japão, ter sido projectado na Alemanha, montado em Portugal ou no Brasil e vendido no Canadá.

Revolução Tecnocientífica

A rápida evolução e a popularização das tecnologias da informação e comunicação (computadores, telefones e televisão) têm sido fundamentais para flexibilizar o comércio e as transacções financeiras entre os países. Em 1960, um cabo de telefone intercontinental facilitava a transmissão de aproximadamente 138 conversas em simultâneo. No nosso mundo globalizado, com a invenção dos cabos de fibra óptica, o número de conversas subiu para l,5 milhão. O número de usuários da Internet, rede mundial de computadores, é de cerca de 50 milhões e tende a duplicar a cada ano, o que faz dela o meio de comunicação que mais cresceu no mundo. E o maior uso dos satélites de comunicação permite que alguns canais de televisão - como as redes de notícias CNN, BBC e MTV - sejam transmitidas instantaneamente para diversos países. Tudo isso permite uma integração mundial sem precedentes.

Desemprego a nível estrutural

A crescente concorrência internacional tem obrigado as empresas a cortar custos, com o objectivo de obter preços menores e qualidade alta para os seus produtos. Nessa reestruturação estão sendo eliminados vários postos de trabalho, tendência que é chamada de desemprego a nível estrutural. Uma das causas desse desemprego é a substituição de mão de obra humana por máquinas que trabalham automáticamente. Nesta linha de acção verificamos a existência de caixas automáticas que tomam o lugar dos empregados das caixas de bancos, fábricas robotizadas dispensam operários, escritórios informatizados prescindem dactilógrafos e contabilistas.

Novos Empregos

Contudo, o fim de milhares de empregos é acompanhado pela criação de outros postos de trabalho. Novas oportunidades surgem, por exemplo, na área de informática, com o surgimento de um novo tipo de empresa, as de “inteligência intensiva”, que se diferenciam das indústrias de capital ou mão-de-obra intensivas. A IBM, por exemplo, empregava 400 mil pessoas em 1990, mas, desse total, somente 20 mil produziam máquinas. O restante estava envolvido em áreas de desenvolvimento de outros computadores - tanto em hardware como em software - gerenciamento e marketing. Mas prevê-se que esse novo mercado de trabalho dificilmente absorverá os excluídos, uma vez que os empregos emergentes exigem um alto grau de qualificação profissional e o desemprego tenderá a se concentrar nas camadas menos favorecidas da população, com baixa instrução escolar e pouca qualificação profissional.

No decorrer dos últimos trinta anos, pudemos presenciar diversas melhorias na condição de vida dos portugueses: o desaparecimento de doenças materno-infantis e a melhoria expressiva nos indicadores de mortalidade infantil. Por outro lado, também presenciamos o regresso em força de doenças que andavam esquecidas das mentes dos portugueses (por exemplo: a tuberculose). Ao mesmo tempo, fomos conhecendo a existência de doenças novas como o HIV/AIDS.
Nos dias de hoje, os avanços da ciência e as mudanças no perfil das doenças na nossa população têm-se processado a um ritmo cada vez mais acelerado. Há poucas décadas atrás, a diminuição da mortalidade por doenças infecto-contagiosas era prioritária. Actualmente, essa realidade é completamente diferente: a mortalidade por causas externas é um problema de saúde pública ao lado das decorrentes de doenças dos aparelhos circulatório e respiratório, além das neoplasias.
Nas actividades em sala de aula, como docentes de enfermagem ou como enfermeiras nos nossos contextos de trabalho, sempre reflectimos acerca da situação actual da saúde do país. Enquanto docentes discutimos “como vêem a sua inserção e actuação nesse contexto” os futuros enfermeiros?

Na maioria das vezes, eles compreendem a necessidade premente de adquirirem capacidades adequadas para lidar com os desafios de saúde nesta era da globalidade. Os alunos, e os próprios enfermeiros nos seus locais de trabalho, por sua vez, sentem falta da existência de políticas públicas claras para o novo cenário de saúde onde as violências, acidentes, complicações por obesidade ou anorexia, sedentarismo, diabetes, hipertensão e por consumo de álcool, tabaco e drogas ilícitas tem cada vez mais importância.

Como educadores de saúde nos questionamos diariamente: estaremos preparando os futuros enfermeiros para actuar num cenário em que ainda vigoram doenças do século XX numa sociedade do século XXI?

Estaremos preparando futuros enfermeiros para serem capazes de aplicar com segurança os seus conhecimentos em saúde pública?

Estaremos preparando os futuros enfermeiros para trabalhar num contexto social em que a promoção da saúde, o trabalho intersectorial, a mobilização e a participação comunitária tornam-se cada vez mais necessárias, embora cada vez mais, esse contexto seja contraditoriamente competitivo?

Temos plena consciência que não temos como prever todo o cenário da saúde pública para o século XXI, nem de garantir que os nossos futuros enfermeiros aplicarão todos os conhecimentos adquiridos, mas temos como orientá-los com duas habilidades imprescindíveis: a capacidade reflexiva e o pensamento crítico.

Como fazemos isso? São habilidades que são exercitadas dia após dia, através da participação activa em aulas expositivas, discussões em sala de aula, trabalhos científicos, pesquisas, vivências, experiências de trabalho comunitário, entre outras. É um trabalho extremamente árduo, mas que renderá frutos para uma vida inteira, pois estas habilidades os tornarão capazes de pensar e transformar a realidade de qualquer forma que a mesma se apresente, não somente na área da saúde, mas nas suas próprias vidas.

A Equipa de Enferm@gem Pedi@tric@

“O Blog Diga Não À Erotização Infantil e a Comunidade Diga Não À Pedofilia convidam todos os blogs e sites amigos da criança a participarem de duas blogagens colectivas nos dias 18 e 25 de maio.

Dia 18 de maio é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. No Brasil a idéia surgiu em 1998 quando cerca de 80 entidades públicas e privadas, reuniram-se na Bahia para o 1º Encontro do Ecpat no Brasil. Organizado pelo CEDECA/BA, representante oficial da organização internacional que luta pelo fim da exploração sexual e comercial de crianças, pornografia e tráfico para fins sexuais, surgida na Tailândia, o evento reuniu entidades de todo o país. Foi nesse encontro que surgiu a idéia de criação de um Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infanto-Juvenil.

Foi escolhido o 18 de maio em homenagem à menina Araceli. Sequestrada em 18 de maio de 1973, Araceli Cabrera Sanches, então com oito anos, foi drogada, espancada, estuprada e morta por membros de uma tradicional família capixaba. Muita gente acompanhou o desenrolar do caso, desde o momento em que Araceli entrou no carro dos assassinos até o aparecimento de seu corpo, desfigurado pelo ácido, em uma movimentada rua da cidade de Vitória. Poucos, entretanto, foram capazes de denunciar o acontecido. O silêncio da sociedade capixaba acabaria por decretar a impunidade dos criminosos.

Dia 25 de maio é o Dia Internacional Das Crianças Desaparecidas.

A data refere-se ao dia do rapto do menino americano Etan Patz, em 1979. Etan tinha seis anos e jamais foi encontrado. Em 1983, os EUA reconheceram a data.

Na Europa a data foi introduzida pela ONG Child Focus, após o caso Marc Dutroux, belga que raptou, estuprou e matou seis meninas.

Em Portugal, o caso mais falado foi o do desaparecimento de Rui Pedro, há mais de 10 anos. A necessidade de ajudar estas crianças e as suas famílias fez com que nascesse o Projecto ESPERANÇA - Porto XXI

No Brasil, o maior símbolo da luta pelas crianças desaparecidas é Arlete Caramês, mãe de Gulherme, desaparecido desde 17 de junho de 1991.”

COMO PARTICIPAR NA BLOGAGEM COLECTIVA (ver mais)

Equip@ de Enferm@gem Pedi@tric@

Diz-se que o mês de Maio é o Mês da Enfermagem:

DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO: 12 de Maio

A Equip@ do Enferm@gem Pedi@tric@

dedica este vídeo a todos (as) os enfermeir(as)os

Inicia-se aqui um artigo no qual se pretende reflectir acerca da Enfermagem como ciência, arte e profissão num paradigma actual: a globalização.

O que é a enfermagem? O que é a globalização?

CONCEITOS:

1 - ENFERMAGEM: tem sido definida por arte de cuidar e também como ciência (porque se fundamenta em várias ciências, entre as quais a medicina, ramo principal) cuja essência e especificidade é o CUIDADO ao ser humano, individualmente, na figura da família ou da comunidade de modo integral e holístico, desenvolvendo de forma autónoma ou em equipe actividades de promoção e protecção da saúde e prevenção e reabilitação de doenças.

2 - GLOBALIZAÇÃO: A globalização é um processo já antigo que pretende aprofundar a integração económica, social, cultural, política, tornando mais baratos os meios de transporte e comunicação dos países do mundo no final do século XX e início do século XXI. É um fenómeno que surge por necessidade de formar uma Aldeia Global que permita maiores ganhos para os mercados internos que se encontram já saturados.

Origens da Globalização e suas Características:


Muitos historiadores afirmam que este processo teve início nos séculos XV e XVI com as Grandes Navegações e Descobertas Marítimas. Neste contexto histórico, o homem europeu entrou em contacto com povos de outros continentes, estabelecendo relações comerciais e culturais. Porém, a globalização efectivou-se com o neoliberalismo que ganhou força na década de 1970, e impulsionou o processo de globalização económica.

Equipa do Enferm@gem Pedi@tric@

Obrigado ao blog SER PREMATURO pela nomeação para este prémio.


Os blogs nomeados são:

CRECHE & aparece

Criando Crianças …

Detalhes e Pormenores

Diga Não …

Jardim da Alegria

Jardim dos Pequeninos

Milagre de Vida

Deixamos aqui as regras para que esta corrente não se quebre:

1 - Este prémio deve atribuir-se aos blogs que visitamos regularmente;

2- Ao receber o selo “é um blog bom sim senhora!!” devemos escrever um post incluindo: o nome de quem nos deu o prémio com o respectivo link de acesso + a tag do prémio + a indicação de outros 7 blogs;

3- A tag do prémio deve ser exibida no blog.

Obrigado pela vossa presença e visitem os nomeados porque são blogs muito bons sim senhora!

A Equipa do Enferm@gem Pedi@tric@

Constituem factores fundamentais para o desenvolvimento nutricional, motor, cognitivo e psicossocial do bebé o alimento materno (leite materno) assim como a estimulação adequada da criança, essencialmente nos primeiros meses de vida.

A noção desse declínio - observado pelo número cada vez menor de mães dispostas a amamentar, conduzindo a um desmame precoce - fez com que os enfermeiros fizessem parte de programas educacionais para combater esse mesmo problema.

Contudo para o bebé - desde que nasce e ainda quando tem poucos meses de vida - é fundamental o estabelecimento do vínculo afectivo entre ele e a sua mãe. A esse vínculo afectivo habitualmente dá-se o nome de “apego”.

“Apego” é uma expressão usada tanto pelo senso comum como pelos meios acadêmicos. É frequente usarem-se expressões como: o José é muito “apegado” à sua mãe; a Joana é muito “apegada” à sua família ou a seu namorado.

Na definição de Ainsworth (1989) citada por Bee (1996), tais expressões referem-se, em verdade, a um vínculo afectivo desenvolvido pelo indivíduo em relação a um parceiro que pela sua importância, deseja-se que esteja sempre próximo e que não pode ser substituído por nenhum outro.

O apego é definido por Bee (1996) como uma variação do vínculo afectivo, onde existe a necessidade da presença do outro e um acréscimo na sensação de segurança na presença deste. No apego o outro é visto como uma base segura, a partir da qual o indivíduo pode explorar o mundo e experimentar outras relações.

Bee (1996) usa o relacionamento pais e filhos para demonstrar a diferença entre apego e vínculo afectivo. O sentimento do bebé em relação a seus pais é um apego, na medida em que ele sente nos pais a base segura para explorar e conhecer o mundo à sua volta.

As pesquisas de John Bowlby, psiquiatra e psicanalista inglês, sobre os efeitos nefastos na saúde mental da privação da figura materna nas crianças, começaram a partir de sua experiência como assessor da Organização Mundial de Saúde na área de saúde mental. Bowlby, juntamente com James Robertson (1948), estudaram os efeitos da privação materna em crianças com idades entre 2 e 4 anos. Estas crianças foram observadas antes, durante e depois da separação das suas mães (Bowlby, 1990).

Quando John Bowlby estudou o vínculo entre mãe e filho, desenvolvendo a teoria do apego, concluiu que essa ligação era parte de um sistema de comportamentos que servia à protecção da espécie, já que os bebés humanos são indefesos e incapazes de sobreviver sozinhos por um longo período de tempo. Deste modo, o apego dos bebés às suas mães ou cuidadores é o que possibilitaria a sobrevivência da espécie (Bowlby, 1990; Hoffman et al, 1996).

Dentre as muitas contribuições que as pesquisas em etologia trouxeram ao estudo do desenvolvimento humano, uma delas foi a de que em alguns períodos da vida os indivíduos estão mais sujeitos a serem influenciados por determinados factos, que em outros. Este conceito - chamado em etologia de Períodos Sensíveis - é observado na natureza animal, sendo um exemplo a experiência realizada com patos que 15 horas após saírem do ovo tendem a seguir qualquer objecto que se mova (Bowlby, 1990).

Cristina Morais

Bibliografia:

BEE, H. (1996). A Criança em Desenvolvimento. Porto Alegre: Artes Médicas.

BERK, L. (1999). Desarrollo del Niño y del Adolescente. Madrid: Prentice Ibéria.

BOWLBY, J. (1990). Trilogia Apego e Perda. Volumes I e II. São Paulo. Martins Fontes.

BRAZELTON, T. (1988). O Desenvolvimento do Apego. Porto Alegre. Artes Médicas.

BUSNEL, M-C. (1997). A linguagem dos Bebês: Sabemos Escutá-los? São Paulo. Escuta.

A Equipa do Enferm@gem Pedi@tric@ deseja a todos
- amigos e visitantes - uma Feliz Páscoa!
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“Logo desde os primeiros movimentos do bebé no ventre da mãe, os pais pensam: ‘Esta vai ser a minha nova vida. É meu dever fazer tudo para que este bebé cresça e se desenvolva. O meu dever – parte desta responsabilidade – é alimentá-lo bem’”, observam os autores, lembrando que este papel “começa a ser uma preocupação” mesmo antes de um filho nascer.
É o que garantem Brazelton e Sparrow no livro “A Criança e a Alimentação” (Editora Presença).
É precisamente com este objectivo presente que os especialistas aconselham, sempre que possível, a amamentação materna e, mais tarde, a introdução dos alimentos de forma gradual, equilibrada e saudável.
“O aleitamento a peito é inquestionável nos primeiros meses de vida”, afirma Isabel Lamy, pediatra. “O leite materno é rico, contém todos os nutrientes necessários – é o melhor –, ajuda a aumentar os anticorpos e as defesas dos bebés.” Visto por outro prisma, “o acto de amamentar faz bem à mãe e ao filho, ajuda à interacção entre ambos”.
É claro que nem todas as mulheres têm esta possibilidade, pois não têm leite. Por outro lado, e porque a maioria trabalha fora de casa e tem de regressar à rotina profissional três ou quatro meses depois do parto, o recurso aos leites artificiais também acaba por ter lugar mais cedo.
Refere ainda a pediatra “A escolha deve ser feita pela mãe e pelo pediatra, atendendo às preferências da criança. Por vezes, esta não gosta de um tipo de leite, sem que esteja em causa a sua qualidade. É apenas uma questão de gosto.”

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A introdução da primeira papa à colher ocorre por volta do quarto mês e não deve possuir glúten, com a finalidade de preparar o intestino para as próximas alimentações, habituando assim a criança a comer mais pausadamente e com algum paladar, e como quem diz com disciplina à alimentação que é algo muito importante para o futuro da criança.

A refeição prolonga-se, agora, consideravelmente, a criança precisa de mais tempo para digerir este alimento que se apresenta mais sólido.

No quinto ou sexto mês de vida, a criança já não possui reservas de ferro adquiridas no ventre materno. Assim sendo é preciso fornecer-lhe este mineral através de alguns alimentos, tais como os legumes verdes. “Devemos introduzir a sopa na alimentação diária do bebé, por exemplo, ao almoço”, sublinha a pediatra, acrescentando que, à noite, poderá sempre ser mantido o biberão ou o leite materno a peito.
Inicialmente, a sopa de legumes deve ser simples, não conter carne, peixe ou caldos de carne, com a batata e a cenoura como base e em pequena quantidade. A preparação do prato deve estar isenta de sal e o azeite – um pequeno fio – deve ser colocado apenas no fim, evitando que ferva.

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A partir do 4º mês - exemplo de um plano de alimentação diversificada:

A ordem da introdução não é rígida e deve ser adaptado a cada criança.
Dar os alimentos sólidos à colher.
Oferecer água (previamente fervida e arrefecida) no intervalo das refeições.
Não introduzir alimentos novos com intervalos inferiores a 1 semana.
Não juntar papa ao leite do biberão.

Inicio : Substituir uma refeição de leite por papa sem glúten (de preferência não láctea). Estas papas devem ser preparadas com o leite que o bebé está a tomar.
As papas lácteas ou os leites adaptados devem ser preparados só com água, previamente fervida.
A papa deve ser preparada no prato e oferecida à colher 1 vez por dia.

1 a 2 semanas mais tarde: substituir outra refeição de leite por uma sopa de legumes. 1ª sopa: batata e cenoura. Os legumes são triturados e reduzidos a puré.
Deverá introduzir um legume novo a cada semana, tais como alface, agrião, abóbora,alho francês, feijão verde, bróculos, couve flor. Adicionar uma colher de chá de azeite no final da cozedura.
Não dar espinafres, nabo, beterraba, tomate, leguminosas e cebola.

Confeccionar a sopa diariamente ou de 2 em 2 dias e conservar no frio em caixa adequada.
1 semana mais tarde: Fruta crua/assada/cozida ralada ou esmagada (maça, pêra, ou banana).

Cristina Morais

Abordar o tema morte na criança, por todo o significado cultural e afectivo que acarreta, é tarefa árdua, complexa e extremamente dolorosa. Usualmente tem sido proposto um modelo integral de intervenção junto à criança criticamente doente e sem possibilidades de cura (com o conhecimento científico disponível até aquela data).

Este modelo tem tido como axioma, a mudança do paradigma de “curar” para “cuidar”, deslumbrando a dignidade humana e a manutenção da qualidade de vida quando se esgotaram todas as possibilidades do tratamento e se implementaram acções paliativas.

Os cuidados paliativos na assistência à criança terminal, além da vigilância e tratamento dos sintomas (a dor em especial) têm como objectivo fundamental o conforto da criança.

Para atender às múltiplas e diversas necessidades, temos que ter em atenção que os sintomas são muitos e que mudam rapidamente;

Torna-se pois, fundamental que a família possa contar com o apoio de pessoal especializado. Nalgumas unidades de internamento, como é o caso das Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais ou Unidades de Oncologia, direccionadas para crianças ou jovens, a morte torna-se um evento presente no dia-a-dia das enfermeiras daquelas unidades.

 

Para além das controvérsias entre morrer no hospital ou morrer em casa é necessário (re)colocar a questão em termos de condições familiares e recursos disponíveis na comunidade, tanto para minimizar as dores da criança, como para apoiar a família acerca de como viver com o stress decorrente desta situação.

Conclui-se que um modelo de cuidados paliativos, na perspectiva do apoio de uma equipa em diferentes âmbitos de intervenção: hospital, baseia-se em três focos de análise: a própria criança, a sua família e a equipe de saúde.

As experiências dos enfermeiros em relação aos cuidados a ter com a criança ou jovem e sua família nesta etapa da vida permitem identificar estratégias que viabilizam os cuidados ou os aspectos que dificultam a interacção dos mesmos com a família.

DEPARANDO-SE COM A MORTE DE UMA CRIANÇA

Actualmente os enfermeiros percepcionam que, em muitas situações, apesar de todo o investimento essencialmente tecnológico, a criança não poderá sobreviver.

Trata-se de um momento crítico, mas infelizmente corriqueiro presente nas rotinas do profissional de enfermagem. As experiências que colocam os enfermeiros diante da morte de uma criança são permeadas de muitas surpresas e dúvidas, acarretando medo e insegurança.

Rever os próprios sentimentos e o conceito de morte é a estratégia que estes profissionais utilizam, nesse momento crítico e lhes trará maior segurança no futuro.

 

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  Segundo Abílio Cardoso Teixeira(ForumEnfermagem)

Em 2004 (AZEREDO et al.) , foi realizado um estudo qualitativo, através de entrevista), junto das famílias de crianças internadas no IOP (Instituto Oncologia do Porto), que visava o impacto que o diagnóstico de uma doença patológica teria na respectiva família e quais as estratégias que a mesma utilizou para ultrapassar essa fase.

Os resultados, que foram publicados na altura, incidiam na opinião dos profissionais que lidavam com estas famílias e que constavam das seguintes premissas:

- as referências, na comunicação do diagnóstico aos pais:

…foi um grande choque!
…nem é bom lembrar!
…se me espetassem o coração, não sairia uma gota de sangue!
…perguntei logo ao Sr. Dr. o que era necessário para a minha filha recuperar a saúde….
… disse-me que eu estava maluca, que estava feita com eles (médicos)…
… a primeira reacção do meu marido foi perguntar-me porque aconteceu isto com o nosso filho!

- as referências, aquando na comunicação dos pais à criança:

…disse-lhe que tinha uma doença no sangue semelhante à anemis…
…. disse-lhe que tinha o sangue fraco…
…disse-lhe que tinha uma ferida no cérebro….
…senti-me perdida, sem saber como dizer à minha filha o que ela tinha sem a fazer sofrer…

. as referências aquando na comunicação do diagnóstico aos irmãos:

… o meu filho que nunca foi crente, refugiou-se em Deus para atenuar a sua angústia…

- as referências, aquando na comunicação da família face à criança doente:

O meu outro filho quer ficar doente para ficar comigo e com o irmão…
Sempre fomos muito chegados…ele é o bebé da família…
…a minha filha não quer ver o pai…disse mesmo à Sr.ª Enf.ª Ppara ela não o deixar entrar….diz que o pai a trata como um bebé….

A família e a Sociedade

…quando a minha filha pode regressar à escola eu fui preparar os seus amigos, dizendo-lhes que a doença não era contagiosa…
…olham-no com pena, como se não fosse uma coisa normal…como se não conhecessem a doença…
…os vizinhos, por vezes, são cruéis…quando viram o meu marido a trazer a roupa da minha filha, disseram que ele já trazia a última roupa…

A Família e o Internamento

…estou esperançada pois os médicos dizem que o tratamento da minha filha tem dado resultado…
…às vezes, no hospital somente vemos as crianças que “caem”poia as que melhoram não voltam mais…
Bibliografia: AZEREDO et al - A Família da Criança Oncológica - Testemunhos. Acta Médica Portuguesa, 2004. 17: 375-380;
In Amorim, CLovis - Ecxertos de Trabalho de Mestrado- Departamento de Psicologia (Pontificia Universidade Católica do Paraná)

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Feliz Ano de 2008!

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Ano Novo… Vidas Velhas
Com eles pintamos nossa vida
Em sumidas aguarelas
E nesse quadro pintado em nós
Na alegria de uma ilusão
Vivemos cada vez mais
Perto da nossa foz
Na esperança do grão vindouro
Procuramos num breve serão
O mapa do nosso tesouro
E atrás dessa noite final
Igual a tantas outras
Esperamos que tudo mude
E tudo fica
Tristemente igual…
In http://vidadaspalavras.blogspot.com/2007/12/ano-novovidas-velhas.html 

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